Alto índice de câncer de pele no último ano exige cuidados especiais com a pele no verão

Alto índice de câncer de pele no último ano exige cuidados especiais com a pele no verão

O verão está chegando e, com ele, altas temperaturas, necessidade de usar menos roupas, deixando a pele desprotegida. Porém para ter aquela cor saudável e bronzeada, alguns cuidados importantes devem ser tomados.

A incidência dos cânceres de pele tem aumentado muito nos últimos anos. O melanoma, que é o tipo mais agressivo de câncer de pele aumentou 20 vezes em 50 anos. Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), o risco de se ter melanoma era de uma pessoa para cada 1500 no ano de 1935. A projeção para este ano, 2015, é de cerca de 200 mil novos casos de doença. Um número assustador. Por este motivo, a orientação é de examinar as “pintas” a cada seis meses com o dermatologista de confiança.

O melanoma é o câncer de pele mais agressivo e, se diagnosticado tardiamente, é letal, pois possui elevado índice de mortalidade. A SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) tem feito inúmeras campanhas para o diagnóstico e tratamento de câncer de pele. Existem outros tipos histológicos de câncer de pele, como o basocelular e o epidermóide, menos agressivos e não letais. Mas, ainda assim a melhor atitude é a prevenção.

O risco de uma pessoa ter câncer de pele é maior quanto mais clara é a pele. Assim, pele branca e olhos claros são fatores de risco que aumentam as chances de se ter um câncer de pele. “A exposição prolongada ao sol no período entre 10h e 16h é outro importante fator de risco. Mesmo com o uso dos fotoprotetores, é importante evitar a exposição nesse intervalo. A ocorrência de queimaduras de sol de segundo grau, com a formação de bolhas aumenta o risco de se ter câncer de pele, principalmente quando essas queimaduras ocorreram antes dos 20 anos de idade”, explica a médica especialista em dermatologia, medicina estética e tricologia, Cristiane Braga.

Algumas manchas e pintas podem sofrer transformação maligna e serem convertidas em um câncer de pele. Devemos observar se houve alteração de forma, cor e tamanho destas, assim como atentar para sintomas associados como prurido (coceira), ardência, sangramento ou o surgimento de crostas (“casquinhas”) na superfície das lesões. Todas estas alterações apresentam sinais microscópicos antes de tornarem-se visíveis, daí a importância de fazer o exame dermatológico mesmo nas pintas que parecem “inocentes”.

É importante ressaltar que, no dia a dia, um com FPS (Fator de Proteção Solar) 30 já é suficiente para peles saudáveis, sem manchas ou outra patologia que a torne fotossensível. Para as peles especiais, um fotoprotetor com maior FPS é indicado individualmente. Já para as pessoas que irão se expor à uma maior radiação, como nas praias e piscinas, ou esportes ao ar livre, o ideal é um fotoprotetor com FPS acima de 60”, completa a dermatologista.

Também é importante lembrar que, atualmente, com todas as inovações tecnológicas, os fotoprotetores não são apenas fotoprotetores, eles contém substâncias que tratam a pele ao mesmo tempo em que a protegem. E devem ser utilizados individualmente para cada tipo de pele, a fim de evitar o surgimento de alergias ou acne com o uso de cremes inadequados para cada tipo de pele.

Algumas substâncias utilizadas oralmente conseguem funcionar como “filtros solares orais”, isto é, de uso sistêmico. “Elas funcionam aumentando a tolerabilidade da pele aos efeitos nocivos da radiação ultravioleta e podem ser usadas pela maioria das pessoas. São elas: vitamina C, vitamina E, licopeno, betacaroteno, zinco, Polypodium leucotomos, encontradas em alimentos como tomate, brócolis, cenoura, mamão, acerola, entre outros. Acho interessante associarmos estas àquelas que estimulam a produção de colágenos, melhorando a firmeza da pele”, finaliza a especialista.

Cuidados a serem lembrados:

  • Reaplicar o filtro solar a cada duas ou três horas nas áreas expostas – face, mãos, pescoço e colo;
  • Observar as manchas e pintas e verificar se existem alterações recentes;
  • Examinar as manchas e pintas com seu dermatologista, a cada seis meses;
  • Usar chapéus e bonés, assim como óculos escuros;
  • Preferir locais com sombras;
  • Ingerir muita água para hidratar a pele que foi desidratada com o sol.